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  Estresse pode ocasionar tonturas



Má alimentação, vida agitada e noites mal dormidas podem afetar pessoas com pré-disposição à labirintite

As preocupações do dia-dia podem gerar muito mais que uma leve dor de estômago. Em pessoas com pré-disposição, as situações de estresse, bem como a alimentação inadequada, podem resultar na irritação do labirinto, órgão localizado na região interna do ouvido, levando ao sintoma de tontura ou sensação de insegurança ao caminhar.

Marco Aurélio Santos Macedo, neurologista da DASA, confirma a influência do estresse no desencadeamento da sensação de tontura, que muitas vezes confunde com o diagnóstico de labirintite. “O termo labirintite é utilizado popularmente para designar apenas uma tontura. Mas, quando o diagnóstico é realmente de irritação primária do labirinto, a patologia apresenta outros sintomas”, conta o especialista.

Sintomas da labirintite

A doença é acompanhada de náusea, zumbido no ouvido, perda de audição e vertigem. “O estresse pode ocasionar sensação de insegurança e tontura, o que, em um primeiro momento, pode ser confundido com labirintite”, diz o neurologista. Algumas vezes, os portadores da doença podem sofrer perda de equilíbrio, com quedas e perdas parciais ou totais da consciência por breve período. Problemas de infecções de ouvido, traumas de pescoço ou cabeça e intoxicações por medicamentos ou algumas substâncias como o álcool também podem desencadear ou piorar o quadro.

O diagnóstico da labirintite é inicialmente dado pelo histórico do paciente e por meio de exames clínicos que verificam, principalmente, o equilíbrio e a coordenação motora, bem como a audição. Posteriormente, o paciente é submetido a exames laboratoriais, sendo o otoneurológico um dos mais importantes. Em alguns casos, para o diagnóstico mais preciso, especialistas solicitam também tomografias e eletroencefalograma.

"A recuperação do paciente de uma crise de labirintite aguda pode levar de uma a seis semanas. Porém, não é incomum que sintomas residuais (desequilíbrio e tontura) permaneçam por muitos meses ou até anos”, acrescenta o neurologista.

Cuide-se

O tratamento da doença deve ser acompanhado por um especialista, que avaliará as melhores opções terapêuticas para cada paciente. “Na maioria dos casos, os neurologistas optam por medicamentos inibidores do labirinto”, comenta Macedo. O especialista afirma que pacientes de labirintite devem, além do tratamento medicamentoso, receber orientações quanto à dieta adequada, evitando certos alimentos (como café, dietas hipercalóricas e álcool), situações de estresse, bem como dormir bem.